Nihonga é um estilo tradicional de pintura japonesa (日本, Nihon = Japão, 画, ga = pintura) que trabalha principalmente com iwa-enogu (岩絵具 – pigmentos minerais) e gofun (胡粉 – pigmento branco obtido de conchas), misturando-os à uma cola de origem animal (nikawa 膠). Papel artesanal japonês (washi) e seda são os suportes de base mais comuns, embora também existam obras em painel de madeira. Seus temas mais recorrentes são a paisagem e a natureza (elementos da fauna e da flora, representados de forma isolada ou combinada); retratos e representações mitológicas também aparecem, mas com menor frequência. Embora a prática de Nihonga seja prática antiga, sua nomenclatura e definição foram formalizadas apenas no começo da era Meiji (1868-1912), por uma iniciativa composta de agentes culturais e governamentais japoneses e ocidentais (principalmente americanos) preocupados em delinear um estilo tradicional de produção visual do Japão momento em que o contato do país com o Ocidente era crescente, assim como o seu interesse por técnicas estrangeiras como a pintura a óleo. Como parte das ações para preservar as suas características particulares, criou-se o curso em Nihonga no Departamento de Pintura da Universidade Nacional de Belas Artes de Tóquio (Tokyo Geidai). Até hoje, o Nihonga se mantém como um estilo praticado e comercializado quase que exclusivamente no Japão.

Referências:

CONANT, E. P. Nihonga, transcending the past: japanese-style painting 1868-1968. Saint Louis: Weatherhill, 1996.

FOXWELL, C. Making modern japanese-style painting – Kano Hogai and the search for images. Chicago: The University of Chicago Press, 2015.

FOXWELL, C. The painting of sadness? The ends of nihonga, then and now. ARTMargins, Massachusetts, v. 4, n. 1, p.27-60, 2015.